Visitei hoje a tua exposição, Joe.
Nunca vi uma exposição tão má. Ok, se calhar até estava do contra por nunca ter gostado do labrego que tu, Joe, és (e há muitos anos que oiço falar de ti), mas esta não é de todo a melhor forma de mostrares arte contemporânea.
A minha mãe diz que o meu quarto está desarrumado, mas eu, que também tenho peças contemporâneas passíveis de serem expostas no CCB, tenho as coisas mais arrumadas do que aquela amálmaga de quadros, esculturas e videos, atiradas por salas e salas (2x) e andares, sem qualquer nexo, sem qualquer ordem, sem qualquer coisa nenhuma.
Não teria sido muito mais lógico, Joe, teres posto os mais famosos e conhecidos (ou nem que fossem os teus prefeferidos, se é que tens alguns, joe...) num andar como exposição permanente, e o resto ires rodando por temporadas nas restantes salas?
Adorei os teus Lichtensteins, o teu Mondrien, os teus dois Picassos, mas porque é que o Wharol da Campbell's está num piso intermédio onde nunca ninguém passa (a segurança estava a dormir quando lá passei, Joe, qualquer dia ficas sem ele!)?
Estavas tão bem, Joe, nas Áfricas a ganhares o teu, e ias à Madeira onde todos te percebiam, o que raio vieste tu, Joe, fazer para Lisboa?!?
PS: Queres comprar, Joe, a minha colecção de cinzeiros de avião? Troco por um dos teus rabiscos do Miró. É um favor que te faço, Joe, um favor!